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Forno do Beco

Forno do Beco

Bolos fintos

 

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O nosso bolo finto tem memórias da Covilhã. Sabe a férias grandes de infância e a casa virada para uma das encostas da Serra da Estrela, a água trazida no cântaro, a manhãs de fim-de-semana acompanhadas com café com leite. Cheira a memórias resgatadas, que quisemos trazer até ao Forno do Beco.

O bolo finto, cuja massa se assemelha bastante à do folar da Páscoa, era tradicionalmente o bolo que os noivos ofereciam aos convidados da boda. As receitas de bolo finto variam bastante, consoante a região do país. Os nossos, como manda a tradição da zona da Covilhã, são uma massa sovada, doce, muito leve, feita com farinha, azeite, açúcar, ovos, aguardente medronheira e limão. Há quem lhes dê um golpe e lhes ponha açúcar por cima. Nós não lhes pomos rigorosamente nada, para serem o mais iguais possível aos que trazemos na memória. E achamos que acompanham bem aquelas manhãs mais tranquilas e de pequeno-almoço mais demorado ao fim-de-semana. Afinal, a tradição começa sempre por uma memória.

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Poesia e Chocolate

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Este ano quisemos celebrar a Páscoa de uma maneira diferente. O nosso mestre Paulo Santos vai criar um ovo de chocolate com 1 metro de altura, que ficará em exposto no Forno do Beco. Este ovo, tal como os outros, também será recheado, mas com… poemas. No dia 13, Sábado, às 11.00, vamos parti-lo para o partilhar com quem estiver presente. Cada pedaço será acompanhado pelo cocktail “Abafa o tónico”, oferecido pelo Paulo do Pachá. Mas quem quiser provar o chocolate negro também terá que cumprir um desafio. Um desafio poético. Bom, o melhor será aparecerem para descobrirem o que andámos a preparar. E estão todos convidados!

Os nossos ovos de chocolate

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Negro, de leite ou branco, a história dos nossos ovos de chocolate já é antiga. Começa
há mais de 20 anos com um grande amor ao chocolate (dizem que não há amor como
o primeiro), inspirado pelo trabalho de grandes artistas e mestres chocolateiros. É uma
história que, por ser construída a ouvir atentamente o que dizem os nossos clientes,
tem vindo a fazer história.
Por isso, esta Páscoa não podia ser diferente: os nossos ovos de chocolate estão de
volta, recheados de sabor e amêndoas. Afinal, tradição é tudo aquilo que nos persiste
na memória. Incluindo um ovo de chocolate do Forno do Beco.

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Dia dos Namorados

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Não há histórias de amor sem um par. Por isso, para este dia dos namorados, criámos uma sobremesa para partilhar a dois, um romance entre uma mousse de chocolate e um cremoso de baunilha de Madagáscar, enlaçados com a dose certa de crocante de avelã e dacquoise de amêndoas: Assim, resta-nos desejar que a esta sobremesa, como todos os caso de amor, seja como diz Vinícius de Moraes: ”Eterna enquanto dure”  .

 

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"Brindeiras" - pão de mistira de centeio

 

As nossas “brindeiras” são umas merendeiras especiais. Foram criadas a pedido dos nossos clientes, especialmente os mais velhos, que procuravam um pão que se assemelhasse ao que comem todos os dias. E, nós, que não dizemos não a um desafio, abraçámos mais este. Criámos assim um pão de mistura de trigo e centeio, com baixo teor de sal, inspirado nas Caldas da Rainha. Depois da loiça, das termas e do Parque, se há coisa que faz lembrar as Caldas é uma vianinha fresca para o pequeno-almoço ou lanche. Quisemos um pão que a fizesse lembrar, mas que fugisse ao conceito de pão branco e farinhas refinadas, mantendo-nos fiéis à nossa filosofia de alimentação mais saudável e sustentável. Mas também pretendíamos que fosse um pão de sabor e aspecto tradicional. Um pão ao gosto de todos. Algures entre o pão rústico e o pão mais fino. Entre o campo e a cidade. As nossas brindeiras, cujo nome foi uma brincadeira a partir do nome “merendeira”, são dos membros mais populares da nossa família de pães.

 

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Pão preto: uma saudade portuguesa de lá de fora.

 

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Pão preto

Todos nós, um dia, quando estivemos longe da nossa terra, já sentimos falta de um ou outro sabor, muito nosso, que deixámos para trás. Mas da mesma maneira que nos apertam as saudades do que é da “nossa terra”, quando regressamos, por vezes trazemos outras vivências, gostos e memórias. São saudades, que saciamos replicando essas coisas novas que marcaram a nossa vida. É essa a história que o nosso pão preto conta: uma história de saudades de coisas de outra terra.

Perante a cada vez maior procura por pães saudáveis, adaptados a uma vida mais consciente e sustentável, Paulo Santos, o criativo do Forno do Beco, resolveu trazer um sabor dos tempos em que viveu em “Paderborn” na Alemanha, onde a produção deste tipo de pães é muito comum. Adaptou a receita ao paladar português e deu-lhe um cunho muito nosso, revelado, por exemplo, na farinha de alfarroba, que é um dos ingredientes deste pão. É, portanto, um pão alemão com sabores portugueses.

É um pão nutritivo, que sacia e oferece um excelente despertar quando consumido pela manhã, juntamente com um sumo de laranja. Tem um baixo índice glicémico e conserva-se fresco durante alguns dias.

O pão preto do Forno do Beco é uma saudade portuguesa que trouxemos de fora.

Da terra para a mesa!

No projeto "Forno do Beco" existe um grupo considerável de pessoas que nele participam indiretamente, contribuindo para reabilitação de uma espécie de trigo antigo não modificado (o Barbela), sem contaminação de agentes químicos, cujo respeito pelas regras de uma agricultura ancestral e a produção agrícola consciente e ética, são o denominador comum.

Dando ênfase à componente artística socialmente comprometida, este nosso projeto assume também o propósito de privilegiar as relações humanas no meio artístico, como forma de convocar o debate. Assim, a arte é utilizada como ferramenta eficaz para uma mudança social, cada vez mais necessária.

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Um pão com sementes na alma

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No  Forno do Beco damos mais valor ao interior, ao que não se vê, ao conteúdo em detrimento da forma. É a alma que nos interessa, é ela quem expõe a virtude dos nossos pães e que permite que fique cinzelada na memória de quem o experimenta, todo o seu carater. Por isso,  esta tipologia de pão, não tem sementes a decorar. É mais do que um pão, é uma metáfora que reflecte a nossa filosofia, tal como o amor e o empenho que imprimimos em cada um dos nossos pães, as sementes também vêm do coração. Este pão, no fundo, conta a nossa história.

Ele é composto por, sementes de linhaça, rica em Ómega 3, aveia, que ajuda a combater o colesterol, sésamo, papoila e girassol, para dar uma “crocância” agradável ao pão. Quisemos fazer um pão para os que procuram uma alimentação mais saudável, que não abdicasse do sabor, e tornou-se, inesperadamente, num “bestseller”.

 

 

 

Pão de Barbela: uma história muito nossa

 

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O pão de Barbela conta uma história antiga. De um trigo de outros tempos, que quase se perdeu mas que nós no Forno do Beco quisemos recontar.

 

João Vieira, agricultor do Cadaval, a dada altura percebeu que este trigo, trazido pelos árabes no séc. VIII, estava em riscos de desaparecer, e tomou para si o desafio de o começar a produzir. Dedicou 15 anos da sua vida a preservar esta semente e nesse entretanto cruzou-se connosco.

 

No Forno do Beco queríamos um pão que recuperasse a panificação tradicional, feita de sementes autóctones, sem adição de adubos ou herbicidas. Queríamos também um pão que dinamizasse a economia local, dentro de uma ética de comércio justo. Foi o que encontrámos na produção de João Vieira. O trigo de Barbela, ou trigo escravo, como era chamado pelos mais antigos, graças às suas raízes verticais, consegue ir buscar os nutrientes a maiores profundidades, o que faz com que não tenha a mesma necessidade de adubos das variedades de trigo mais modernas. Para além disso, como os colmos (canas) são mais altos, tiram a luz às ervas daninhas, evitando que estas cresçam e que seja necessário usar herbicida.

 

O grão produzido, que é pago a um preço justo, estipulado pelo agricultor, é depois levado para um moinho, em  Campelos, onde é moído em mó de pedra, apenas o grão de trigo de Barbela, garantindo que não há contaminação com outra variedades. A farinha chega depois aqui ao Forno do Beco. Onde fazemos este pão de massa mais escura, com menor teor em glúten que os pães de trigo tradicional, com mais nutrientes, graças ao facto de ter menos grãos por espiga e ser muito rico em vitamina E.

 

O nosso pão de Barbela conta uma história de resiliência e de vontade de preservar os sabores da nossa memória. Conta uma história de respeito pelo trabalho do agricultor e pela natureza. Conta uma história muito nossa.

 

 

 

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