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Forno do Beco

Forno do Beco

Um pão com sementes na alma

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No  Forno do Beco damos mais valor ao interior, ao que não se vê, ao conteúdo em detrimento da forma. É a alma que nos interessa, é ela quem expõe a virtude dos nossos pães e que permite que fique cinzelada na memória de quem o experimenta, todo o seu carater. Por isso,  esta tipologia de pão, não tem sementes a decorar. É mais do que um pão, é uma metáfora que reflecte a nossa filosofia, tal como o amor e o empenho que imprimimos em cada um dos nossos pães, as sementes também vêm do coração. Este pão, no fundo, conta a nossa história.

Ele é composto por, sementes de linhaça, rica em Ómega 3, aveia, que ajuda a combater o colesterol, sésamo, papoila e girassol, para dar uma “crocância” agradável ao pão. Quisemos fazer um pão para os que procuram uma alimentação mais saudável, que não abdicasse do sabor, e tornou-se, inesperadamente, num “bestseller”.

 

 

 

Pão de Barbela: uma história muito nossa

 

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O pão de Barbela conta uma história antiga. De um trigo de outros tempos, que quase se perdeu mas que nós no Forno do Beco quisemos recontar.

 

João Vieira, agricultor do Cadaval, a dada altura percebeu que este trigo, trazido pelos árabes no séc. VIII, estava em riscos de desaparecer, e tomou para si o desafio de o começar a produzir. Dedicou 15 anos da sua vida a preservar esta semente e nesse entretanto cruzou-se connosco.

 

No Forno do Beco queríamos um pão que recuperasse a panificação tradicional, feita de sementes autóctones, sem adição de adubos ou herbicidas. Queríamos também um pão que dinamizasse a economia local, dentro de uma ética de comércio justo. Foi o que encontrámos na produção de João Vieira. O trigo de Barbela, ou trigo escravo, como era chamado pelos mais antigos, graças às suas raízes verticais, consegue ir buscar os nutrientes a maiores profundidades, o que faz com que não tenha a mesma necessidade de adubos das variedades de trigo mais modernas. Para além disso, como os colmos (canas) são mais altos, tiram a luz às ervas daninhas, evitando que estas cresçam e que seja necessário usar herbicida.

 

O grão produzido, que é pago a um preço justo, estipulado pelo agricultor, é depois levado para um moinho, em  Campelos, onde é moído em mó de pedra, apenas o grão de trigo de Barbela, garantindo que não há contaminação com outra variedades. A farinha chega depois aqui ao Forno do Beco. Onde fazemos este pão de massa mais escura, com menor teor em glúten que os pães de trigo tradicional, com mais nutrientes, graças ao facto de ter menos grãos por espiga e ser muito rico em vitamina E.

 

O nosso pão de Barbela conta uma história de resiliência e de vontade de preservar os sabores da nossa memória. Conta uma história de respeito pelo trabalho do agricultor e pela natureza. Conta uma história muito nossa.

 

 

 

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